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Especialistas e filantropos debatem como estimular a cultura de doação

Em uma posição de pouco prestígio entre os países mais solidários, o Brasil ocupa o 75º lugar entre 139 nações, segundo o World Giving Index 2017. Uma colocação que mostra como o potencial solidário do brasileiro ainda precisa ser incentivado.

Para apresentar o cenário atual e discutir como estimular esse potencial, a Folha, em parceria com Ashoka, realiza a primeira edição do Diálogos Transformadores deste ano com o tema “Como Estimular a Cultura de Doação no Brasil”, na terça-feira (27), em São Paulo.

“Precisamos de ONGs que possam nos representar e lutar por todas as nossas causas. Mas, para que o terceiro setor seja forte e possa, de fato, fazer diferença, é preciso recursos”, afirma Roberta Faria, diretora-executiva da Editora Mol, que apresenta o tema.

Roberta integra o trio protagonista ao lado de Paula Fabiani, diretorapresidente do Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), e Sérgio Petrilli, fundador do Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) e membro da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais.

“O Brasil atravessa um momento histórico no qual, mais do que nunca, percebemos a importância da sociedade civil articulada”, afirma Paula. “Não existe sociedade civil forte sem cultura de doação. Chegou o momento de entender que não há uma solução mágica, somos nós mesmos, os cidadãos, que precisamos construir nossos próprios caminhos.”

Na segunda parte do evento, os três participam de debate com José Luiz Setúbal, ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e presidente da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, Nina Valentini, cofundadora do Arredondar, que viabiliza microdoações no varejo, e Francisco Neves, superintendente do Instituto Ronald McDonald.

“Sempre acreditei no poder transformador da filantropia, mas ele será ainda mais forte se a doação for um valor compartilhado por toda a sociedade”, diz Setúbal. “Por isso, costumo apoiar iniciativas que promovem a cultura de doação e levam a discussão para toda a população.”

Para inspirar mais pessoas a se engajarem, Luciana Quintão, fundadora do Banco de Alimentos, ONG que é beneficiária de doações, e Paulo Unger Ibri, doador individual que destina mensalmente parte do seu salário para organizações sociais, compartilham seus testemunhos.

“Os esforços devem vir de todos os lados, governo, terceiro setor, empresas privadas e cidadãos. Fomentar a cultura de doação no Brasil, seja ela de pessoa física ou privada, é um passo importante para ampliar as possibilidades de mudanças e fortalecer o trabalho de agentes de transformação”, diz Mirella Domenich, diretora da Ashoka Brasil.

O evento, que tem apoio do Idis, do Instituto Cyrela e da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, poderá ser acompanhado pela TV Folha, que exibirá a íntegra na quarta (28).

O conteúdo da discussão, que se propõe a apontar caminhos, será ainda transformado em um minidocumentário para websérie no canal “Diálogos Transformadores”.

“É uma iniciativa que leva a excelência editorial da Folha para uma série de conteúdos multimídia sobre importantes temas da agenda socioambiental por meio de diálogos que começam na TV Folha, continuam no nosso auditório e chegam até a escola”, afirma Sérgio Dávila, editor-executivo do jornal. “Além de informar, apontar caminhos e conscientizar, é também uma oportunidade de mobilizar a Rede Folha de Empreendedores.

 

 

 

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2018